{"id":10585,"date":"2021-04-17T00:20:12","date_gmt":"2021-04-17T03:20:12","guid":{"rendered":"https:\/\/abea.com.br\/?p=10585"},"modified":"2021-04-20T17:47:49","modified_gmt":"2021-04-20T20:47:49","slug":"a-engenharia-de-alimentos-por-karen-signori-pereira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abea.com.br\/sp\/a-engenharia-de-alimentos-por-karen-signori-pereira\/","title":{"rendered":"A Engenharia de Alimentos &#8211; Por Karen Signori Pereira"},"content":{"rendered":"<p><strong>Atualizado em 17\/04\/2021<\/strong><\/p>\n<p>A engenharia de alimentos n\u00e3o teve sua origem hist\u00f3rica ligada \u00e0 engenharia qu\u00edmica. Ao contr\u00e1rio, parece ter surgido a partir da necessidade de dar um vi\u00e9s mais &#8220;matem\u00e1tico&#8221; para as tecnologias de alimentos em cursos de engenharia agron\u00f4mica, veterin\u00e1ria e afins, as denominadas ci\u00eancias agr\u00e1rias.<\/p>\n<p>Surgiu como disciplina em cursos de gradua\u00e7\u00e3o (nos Estados Unidos e na Europa) pela necessidade da &#8220;incorpora\u00e7\u00e3o&#8221; de conceitos de opera\u00e7\u00f5es unit\u00e1rias na tecnologia de alimentos; fazendo, deste modo, com que os processos associados \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o das mat\u00e9rias-primas aliment\u00edcias passassem a ser pautados pelos conceitos da engenharia e n\u00e3o somente da ci\u00eancia de alimentos (os fen\u00f4menos qu\u00edmicos e a bioqu\u00edmicos).<\/p>\n<p>No Brasil, o curso surge nos idos de 1966, idealizado pelo vision\u00e1rio engenheiro agr\u00f4nomo Andr\u00e9 Tosello e denominado, primeiramente, o profissional formado como &#8220;Engenheiro Tecn\u00f3logo de Alimentos&#8221;. O curso foi pela primeira vez oferecido em 1967, no Brasil, nas depend\u00eancias do Centro Tropical de Pesquisas e Tecnologia de Alimentos (futuramente transformado em Instituto de Tecnologia de Alimentos &#8211; ITAL) e na Faculdade de Tecnologia de Alimentos (FTA, futuramente Faculdade de Engenharia de Alimentos \u2013 FEA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ambos em Campinas (SP).<\/p>\n<p>Desde sua origem no pa\u00eds, hoje o n\u00famero de cursos de Engenharia de Alimentos no Brasil \u00e9 maior do que 100, oferecidos pelas mais diversas institui\u00e7\u00f5es de ensino superior. Muitos desses cursos, diferentemente de sua origem nos anos 60, tem sido criados em institui\u00e7\u00f5es com tradi\u00e7\u00e3o no oferecimento de cursos de Engenharia Qu\u00edmica; aproveitando, assim, a experi\u00eancia e qualidade no ensino das ci\u00eancias da engenharia e acrescentando-se o vi\u00e9s de tecnologia e ci\u00eancia de alimentos para forma\u00e7\u00e3o do profissional.<\/p>\n<p>A profiss\u00e3o de Engenheiro de Alimentos \u00e9 regulamentada pela Lei n\u00b0 5.194 de 24 de dezembro de 1966 e pela Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 218 de 29 de junho de 1973 do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA). Esta \u00faltima, discrimina as atividades profissionais do Engenheiro de Alimentos, a saber: Supervis\u00e3o, coordena\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica; Estudo, planejamento, projeto e especifica\u00e7\u00e3o; Estudo de viabilidade t\u00e9cnico-econ\u00f4mica; Assist\u00eancia, assessoria e consultoria; \u00a0Dire\u00e7\u00e3o de obra e servi\u00e7o t\u00e9cnico; Vistoria, per\u00edcia, avalia\u00e7\u00e3o, arbitramento, laudo e parecer t\u00e9cnico; Desempenho de cargo e fun\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica; Ensino, pesquisa, an\u00e1lise, experimenta\u00e7\u00e3o, ensaio e divulga\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica; extens\u00e3o; Elabora\u00e7\u00e3o de or\u00e7amento; Padroniza\u00e7\u00e3o, mensura\u00e7\u00e3o e controle de qualidade; Execu\u00e7\u00e3o de obra e servi\u00e7o t\u00e9cnico; Fiscaliza\u00e7\u00e3o de obra e servi\u00e7o t\u00e9cnico; Produ\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e especializada; Condu\u00e7\u00e3o de trabalho t\u00e9cnico; Condu\u00e7\u00e3o de equipe de instala\u00e7\u00e3o, montagem, opera\u00e7\u00e3o, reparo ou manuten\u00e7\u00e3o; Execu\u00e7\u00e3o de instala\u00e7\u00e3o, montagem e reparo; Opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de equipamento e instala\u00e7\u00e3o; e Execu\u00e7\u00e3o de desenho t\u00e9cnico na ind\u00fastria de alimentos. Bem como, \u201cacondicionamento, preserva\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o, transporte e abastecimento de produtos alimentares; seus servi\u00e7os afins e correlatos\u201d. &#8230;<\/p>\n<p>Assim, n\u00e3o teve opera\u00e7\u00f5es unit\u00e1rias e &#8220;coisas do g\u00eanero&#8221; na \u00e1rea de alimentos: N\u00e3o \u00e9 engenheiro de alimentos!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-10586\" src=\"https:\/\/abea.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/IMG_2128-193x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"193\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/abea.com.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/IMG_2128-193x300.jpeg 193w, https:\/\/abea.com.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/IMG_2128-657x1024.jpeg 657w, https:\/\/abea.com.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/IMG_2128.jpeg 746w\" sizes=\"(max-width: 193px) 100vw, 193px\" \/><\/p>\n<p>Karen Signori Pereira<\/p>\n<p>Bacharel em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas &#8211; UNESP Botucatu<\/p>\n<p>Doutora em Ci\u00eancia dos Alimentos\u00a0 &#8211; FEA \/ UNICAMP<\/p>\n<p>Professora do Departamento de Bioqu\u00edmica\u00a0 &#8211; Escola de Qu\u00edmica &#8211; UFRJ<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atualizado em 17\/04\/2021 A engenharia de alimentos n\u00e3o teve sua origem hist\u00f3rica ligada \u00e0 engenharia qu\u00edmica. 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